




OLIVIA NEWTON-JOHN "Xanadu"
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PÁGINA ATUALIZADA SEGUNDA FEIRA 08.02.2010 -
11:06 hrs
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PÁGINA ATUALIZADA SEGUNDA FEIRA 08.02.2010 -
06:28 hrs
Termina cirurgia de Néstor Kirchner; chanceler diz que operação
correu
"bem"
FOLHA ONLINE: A operação na carótida direita a que foi submetido emergencialmente neste
domingo o ex-presidente argentino Néstor Kirchner terminou depois de uma
hora e meia com resultados satisfatórios, informaram a televisão C5N e o
jornal "El Clarín".
O ex-presidente e atual deputado foi operado no hospital Los Arcos, em
Buenos Aires, onde foi acompanhado pela mulher, a atual presidente, Cristina
Kirchner.

PÁGINA ATUALIZADA SEGUNDA FEIRA 08.02.2010 -
01:06 hrs

Ainda celebrando os 140 000 exemplares vendidos de Vale
Tudo, sua impagável biografia
de Tim Maia, o escritor e produtor musical Nelson Motta mudou o foco de sua
literatura e decidiu apostar nos contos. É sua segunda incursão no gênero,
embora a primeira ele prefira esquecer - o pueril O
Piromaníaco,lançado nos anos 70. O conto contém em si uma armadilha.
Autores jovens costumam lançar mão dele como ensaio para voos mais
ambiciosos no terreno do romance. Esse é um erro comum. É preciso
experiência e malícia para contar em poucas páginas uma boa história,
daquelas que permanecem na memória do leitor e o fazem saborear as situações
contadas por dias a fio. Motta, autor de três romances entre os treze livros
que já publicou (sem contar aquele, o maldito), mostra que alcançou, em seu
trabalho, a maturidade necessária para enfrentar a prova de fogo do conto. É
o que revelam as dez histórias de Força
Estranha (Suma de Letras;
152 páginas; 29,90 reais).
Nos contos de Motta, a ficção vem combinada a situações da vida real,
algumas protagonizadas pelo próprio autor. Assim descrito, pode-se supor que
a ficção entra em cena sempre que Motta julga necessário apimentar a
realidade, um recurso fácil. Não é assim. Uma das histórias mais
surpreendentes do livro, em que uma senhora da alta sociedade larga o marido
para se juntar ao viúvo da filha, morta há pouco, relata um caso que
aconteceu de verdade no Rio de Janeiro.
No conto Os
Sentidos da Vida, o pano de
fundo é um episódio que, de tão mirabolante, parece fruto da imaginação. Mas
a história aconteceu com Motta. No período em que morou em Nova York, o
autor perdeu o sentido do olfato durante sete anos, e só o recuperou quando
fez sessões de acupuntura para curar dores nas costas. Os contos se passam
em várias cidades do mundo, mas os cenários do Rio de Janeiro, onde o
paulistano Motta foi criado e vive hoje, são aqueles descritos com maior
encanto. Como na história de Alzira e Ivonete, duas mal-amadas de Copacabana
nos anos 60, uma viúva e a outra desquitada. Certo dia, elas travam amizade
com um garotão na praia, o que desencadeia nelas um turbilhão de emoções.
Sim, há um toque sutil de Nelson Rodrigues nas situações imaginadas pelo
autor. Mais conhecido por seus trabalhos ligados à música, como compositor,
produtor e descobridor de talentos como a cantora Marisa Monte, Nelson Motta
mostra com seus contos que também sabe fazer boa literatura.

PÁGINA ATUALIZADA DOMINGO 07.02.2010 -
20:18 hrs

| Três trabalhadores - um
funcionário de manutenção, um cozinheiro e um motorista -
morreram e outro foi baleado no joelho. William Siqueira
Guimarães, de 33 anos, foi operado para a retirada da bala no
Hospital Getúlio Vargas e seu estado de saúde é estável, sem
risco de morte. Ele teria se fingido de morto para conseguir
fugir. Policiais militares do 16º BPM de Olaria retiraram os
corpos da favela Fazendinha no meio da tarde. O Complexo do
Alemão reúne 150 mil moradores, em 11 favelas e é um dos locais
mais violentos da cidade do Rio. Os crimes ocorreram nas
proximidades das obras de um teleférico de quase três
quilômetros, com capacidade para transportar 30 mil pessoas por
dia e que está sendo construído nos moldes das favelas de
Medellín, na Colômbia. O PAC prevê também a construção de 13
centros comunitários e sociais, seis creches, cinco escolas
infantis, seis de ensino médio, uma profissionalizante e quatro
centros de saúde, além do teleférico. A última visita de Lula às
obras ocorreu no dia 22 de dezembro do ano passado, acompanhado
da ministra, quando participaram das solenidades de inauguração
de unidades habitacionais no Alemão. Anteriormente, o presidente
havia participado do lançamento das obras, em março de 2008,
tendo retornado ao local em dezembro daquele mesmo ano.
Consideradas um sucesso pelo governo, as obras no local têm sido
comemoradas pela ministra Dilma Rousseff, que já afirmou, em uma
das visitas aos empreendimentos, em outubro do ano passado, que
"o Alemão está sendo transformado em um verdadeiro bairro, de
dar inveja a muitos bairros de classe média". |
PÁGINA ATUALIZADA DOMINGO 07.02.2010 -
17:56 hrs

Kevin White, da polícia de
Middletown, disse à Reuters que não sabe quantas pessoas estavam no local no
momento da explosão, mas que há "vítimas em grande número". O bombeiro Cliff
Seifert confirmou várias vítimas. A funcionária dos serviços de emergência
estaduais Betsy Hard disse que as autoridades locais pediram ajuda ao Estado
e convocaram uma equipe de buscas e resgates urbanos. Middletown é uma
cidade universitária a 37 quilômetros ao sul de Hartford, a capital do
Estado. A explosão foi sentida até em East Haven, a 48 quilômetros de
distância, e fumaça negra era visível por quilômetros em volta do local.
"Senti o chão tremer e pensei que uma árvore tivesse caído nas
proximidades", contou Ethan Goller, que no momento da explosão estava
trabalhando em sua garagem em Ivoryton, a 12 quilômetros de Middletown.
PÁGINA ATUALIZADA DOMINGO 07.02.2010 -
14:58 hrs



ABAIXO OS YANKEES!
ESSA BOLHA É NOSSA!

A crescente facilidade para financiar carros e, mais recentemente, os
incentivos do governo falaram mais alto à população das capitais mais pobres
do país, que lideraram o crescimento na frota de automóveis em 2009, durante
a crise. A tomada das ruas nessas cidades preocupa especialistas, por faltar
planejamento público e pelo fato de algumas já conviverem com
congestionamentos.
Levantamento feito pela Folha mostra que em 10 das 15
capitais onde a frota cresceu acima da média entre 2008 e
2009 a renda per capita é inferior a R$ 14,5 mil reais,
valor médio do Brasil. Os dados de expansão da frota são do
Departamento Nacional de Trânsito e de renda per capita, do
IBGE.
Durante o período, o governo manteve reduzido o IPI para
carros novos. Benefício que será cortado no dia 31 de março.
As 15 capitais com aumento de frota superior à média
estão fora do eixo Sul-Sudeste. Onze são do Norte ou
Nordeste --que, com exceção de Manaus, são as que têm a pior
renda.
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Teresina, dona da pior renda per capita do país, R$ 8,3 mil,
tem 10,6% mais carros do que tinha ao fim de 2008, ou 118,6
mil automóveis -um carro para cada seis pessoas.
A campeã em crescimento de frota na crise foi Porto
Velho, com expansão de 15,7%. Hoje são 59,7 mil carros nas
ruas da cidade, um para cada seis habitantes. A capital
rondoniense tem a 10ª pior renda do país, R$ 11,7 mil. No
Brasil, a frota cresceu 7,7% e chegou a 34,5 milhões de
carros, dois para cada onze habitantes.
Dona da terceira maior renda per capita do país -R$ 29,4
mil- São Paulo absorveu 5,2% mais carros em 2009, segundo o
Denatran. São mais 223 mil carros -ou duas frotas de
Vitória- disputando espaço.
Segunda em renda, com R$ 41 mil por pessoa, Brasília tem
7,9% mais carros circulando do que há um ano, passando de
798 mil para 861 mil veículos.
O fenômeno de crescimento da frota em capitais pobres
começou faz cinco anos. Desde então, a tendência é ainda
mais forte. No crescimento de renda acumulado desde 2004,
treze cidades cresciam mais do que a média nacional. Nove
tinham renda abaixo da média.
Trânsito como rotina
A facilidade crescente de financiamento nos últimos anos,
e a ascensão da classe C ao consumo --definição, segundo o
Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas para
famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591- favorecem a
chegada dos carros.
"Esse interior também foi beneficiado pela renda que vem
da agroindústria nos últimos anos", complementa Marco
Aurélio Cabral, professor de história econômica do Brasil do
Ibmec-Rio. "O problema é que, com raras exceções, essas
cidades não estão preparadas para ter mais carros em suas
ruas".
De fato, os congestionamentos cada vez mais fazem parte
da rotina dessas cidades, diz o professor da Fundação Dom
Cabral Paulo Resende, especializado em transporte público.
"Em Porto Velho, vivi instantes que lembrava São Paulo."
Cabral defende uma maior flexibilização dos orçamentos
públicos no caso de projetos para planejamento urbano.
"Ainda há tempo de planejar e fazer obras integradas", diz.
Para Resende, porém, há um problema mais grave a ser
contornado. "Os gestores públicos da maioria dessas cidades
não estão preparados para pensar na questão."
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PÁGINA ATUALIZADA DOMINGO 07.02.2010 -
07:09 hrs

BEYONCÉ




No telão, o público de 70 mil pessoas avistou a silhueta da diva, que mesclou o
ritmo com o sucesso Déjà Vu. Ao contrário de Ivete Sangalo, que escorreu no show
de abertura por conta da chuva, Beyoncé, sobre saltos finíssimos dourados, não
titubeou.
O único contratempo foi provocado pelo espaço reservado à pista VIP, que,
normalmente, ocupa um quarto do total. A área estava maior do que o comum, com a
demarcação próxima ao meio do estádio, e acabou restringindo o espaço destinado
à pista comum. O fato provocou desmaios em várias pessoas, que ficaram
espremidas nas grades de divisão entre as áreas comum e VIP.
Abertura
Quem levantou o público de 60 mil pessoas a partir das 19h50 foi a cantora Ivete
Sangalo. Com o hit carnavalesco "A base do beijo", ela sacudiu a plateia e, com
o palco molhado pela chuva, não evitou o escorregão.
"Ai, minha gente, eu também sou poderosa. A Madonna veio aqui, e escorregou.
Beyoncé escorregou em Florianópolis também. E eu imitei", disse. "Isso significa
que eu também sou uma diva", afirmou a baiana.
Ivete não escondeu a empolgação por abrir o show da norte-americana. "Ensaiei
três meses tudo isso. Passo a passo. Eu e a Beyoncé já estamos amigas. Até me
lembro de nós brincando em Juazeiro", brincou.
Mas o suingue da baiana só animou a plateia por 50 minutos. Antes dela, o grupo
As Valkyrias se apresentaria no Morumbi, mas com a chuva, o show das garotas foi
suspenso, os dois telões do espetáculo foram para manutenção e Ivete teve a
apresentação de uma hora e 40 minutos reduzida. Entre os sucessos, a cantora
lembrou os hits "Arerê", "Berimbau Metalizado" e "Dalila".
No entanto, quarenta minutos antes de Beyoncé subir ao palco para começar o
show, os telões já haviam sido consertados e o palco já estava seco.




Veja
mais imagens em:
http://www.tvvaletudo.com.br/PAGINACHUVASP.htm
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JOSÉ SIMÃO
Ueba! Vou no Bloco do Balança Rolha!
E a pichação que eu vi: JESUS SAUVA!
É formiga gospel? Não há reforma ortográfica que dê jeito!
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BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Direto do País da Piada Pronta! "Desembargador livra Globo de pagar
indenização." E como é o nome do desembargador? GRAVA BRASIL! Paulo Roberto
Grava Brasil! "Chegam ao Rio brasileiros resgatados de Machu Picchu". E
mutcho putchos!
E a Madonna e o Jesus se separaram. Motivo: não tinham mais o que conversar.
Acabou o assunto. E a única coisa que esse Jesus sabia falar em inglês era "the
pinto is on the table". Imagine a conversa. Madonna: "O que você acha da
situação no Haiti?". "The pinto is on the table." "E da minha bolsa Vuitton?"
"The pinto is on the table."
E a Madonna vem pro Carnaval no Rio. Que saco! Celebridade não pode vir
muito ao Brasil que já começam a implicar: lá vem a chata da Madonna. Falei
pra um amigo: "A Madonna tá vindo passar o Carnaval no Rio". "Ela já tá
enchendo o saco." Daqui a pouco vão dizer que tem joanete e mau hálito. Acho
que tem mesmo!
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E se a Beyoncé vier pela segunda vez, já tem celulite e só canta em
playback! E será que a Beyoncé sabe nadar? Pra dar show em São Paulo. No
Aquassab. E sabe qual a nova padroeira de São Paulo? Nossa Senhora dos
Navegantes.
E o torpedo da Marta pro Kassab: Relaxa e nada! E o grande hit na casa do
Kassab é bolinho de chuva! E cadê o Moisés pra abrir a Marginal pra gente
passar?! E o site Eramos6 mostra escolas de samba de São Paulo: Unidos da
Água Funda, Alagados de Vila Matilde, Escafandros de Itaquera, Lancha Verde,
Trovões da Fiel e Vai-Vai por água abaixo! Ueba!
E as novas cédulas do real? Sabe por que elas são de tamanhos diferentes?
Pra caber na cueca e na meia. As menores você enfia na meia, e as maiores,
na cueca. E um turista alemão foi preso tentando contrabandear 44 lagartixas
NA CUECA. Esse morou no Brasil! E 44 lagartixas? E eu fico pensando: como
ele conseguiu organizar tudo aquilo?
E a saúde do Lula? Boas notícias: ele passou no Incor e foi bem em todos os
exames. Menos no de português. E o prefeito de Paulista, em Pernambuco, que
chamou a Dilma de Dilma Hussein. Ela é prima do Saddam?! É! Rarará!
E olha a pichação que eu vi: JESUS SAUVA! O que é isso? Formiga gospel?
Rarará. E a legenda na tela da Record Internacional: ESTRUPADOR CONDENADO!
Socuerro. Estruparam o estupro. Não há reforma ortográfica que dê jeito. E
acaba de sair no Rio um bloco carnavalesco chamado É Mole, Mas É Meu! E eu
vou no Bloco do Balança Rolha! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só
amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
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RELEMBRANDO:
http://www.tvvaletudo.com.br/PAGINAJG2.htm

A teoria por trás da política liberal de descriminalização se baseou numa
premissa humanista: “Você precisa fazer uma escolha entre tratar o usuário
como criminoso ou como um paciente que precisa de ajuda”, diz Manuel
Cardoso, diretor do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Para a
lei portuguesa atual, quem é flagrado usando ou portando pequenas
quantidades de droga não responde criminalmente. O limite é uma dose
suficiente para dez dias de consumo. Se apanhado pela polícia, no entanto,
esse usuário será encaminhado para uma “comissão de dissuasão”. No ano
passado, cerca de 7.500 portugueses passaram pelas comissões. Um psicólogo,
um advogado e um assistente social avaliam o perfil do usuário e recomendam
tratamento ou multa. A penalidade para os traficantes em nada mudou. Quem
negocia qualquer tipo de droga vai para a cadeia como um criminoso comum.
A medida pode parecer radical, mas seus efeitos mostram que ela teve êxito
ao enfrentar a explosão da droga, iniciada nos anos 70, no embalo das
mudanças de comportamento que sacudiram o país com a Revolução dos Cravos.
Quando Portugal decidiu mudar sua lei antidrogas, em 2001, a Europa
carregava na memória as imagens deprimentes de “zumbis” vagando pela
Platzspitz, em Zurique, na Suíça. Lá, o que era para ser uma praça pública
para os usuários se drogarem de maneira “segura”, com vigilância médica e
seringas limpas, transformou-se num parque de diversões para drogados e
traficantes. A Suíça reconheceu o fracasso da medida e fechou a praça em
1992.
A experiência de descriminalização em Portugal não repetiu o fracasso dos
suíços. As primeiras estatísticas a chamar a atenção das autoridades
portuguesas foram as do sistema de reabilitação dos usuários de drogas. De
1999 a 2008, o número de viciados que passaram por tratamento saltou de 6
mil para 24 mil. Para atender os novos usuários que procuraram a
reabilitação, o uso de metadona, uma substância química usada no tratamento
de toxicodependentes de heroína, quase triplicou entre 2001 e 2006. “Quando
era tratado como criminoso, o usuário ficava no submundo”, diz Cardoso. “É
esse o usuário que agora busca tratamento.”
O crescimento da procura pela reabilitação não mostrou nenhuma relação com o
aumento do consumo – um dos maiores temores de quem criticara a lei no
passado. As estatísticas do IDT mostram que o número de crianças e
adolescentes que já experimentaram algum tipo de droga na vida diminuiu em
todas as faixas etárias e em todos os tipos de droga. O uso de heroína, um
indicador muito sensível para os portugueses que se lembram da epidemia da
droga, continuou estável. Entre 2001 e 2007, a porcentagem de pessoas de
todas as idades que admitem ter experimentado a droga pelo menos uma vez
passou de 1% para 1,1%, uma diferença considerada insignificante pelos
estudiosos.
A maconha, droga que já foi consumida por pelo menos 10% dos portugueses
acima dos 15 anos, também parece ter saído de moda. Hoje, Portugal está
entre os países com um dos menores índices de consumo da droga na Europa. O
número impressiona quando comparado, por exemplo, ao consumo de maconha nos
Estados Unidos, onde 39% da população acima de 12 anos já consumiu a droga.
Proporcionalmente, há mais americanos cheirando cocaína que portugueses
fumando “baseados”. Esse tipo de comparação virou argumento poderoso para os
defensores da descriminalização. “Portugal é um exemplo que deveria ser
cuidadosamente levado em conta por outros países”, escreveu o advogado
americano Glenn Greenwald, diretor do Cato Institute e autor da pesquisa
sobre a descriminalização.
Greenwald, considerado um dos advogados mais influentes dos EUA, ressalta
outra vantagem: o tráfico de drogas parece ter diminuído. O número de
traficantes acusados pela Justiça portuguesa diminuiu depois da lei. Em
2000, houve 2.211 acusações. Em 2008, foram 1.327. Se o rigor da polícia e
da Justiça portuguesas se manteve inalterado na última década, isso poderia
mostrar que a “guerra contra as drogas” defendida pelos Estados Unidos tem
uma natureza falha.

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"As pessoas podem duvidar do que você fala.
Mas as pessoas
acreditam no que você faz."
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