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PÁGINA ATUALIZADA SEXTA FEIRA
18.05.2012 - 11:02 hrs
(Acesso a notícias com datas anteriores no rodapé da página)
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CBF pensa em trocar Mano por Muricy antes da Olimpíada, em caso de fracasso
em amistosos
Blog do Perrone - UOL
Segundo interlocutores de José Maria Marin, o presidente da CBF já
decidiu que trocar o treinador é a melhor opção para a seleção
brasileira. Afirmam que o cartola também já tem o seu preferido para
substitutir Mano Menezes: Muricy Ramalho. Falta, então, a
oportunidade para fazer a troca. Um momento mais agudo de
descontentamento popular com Mano. Isso pode acontecer com a perda
da medalha de ouro olímpica.
Porém, há o risco de Mano vencer em Londres. Aí seria difícil
tirá-lo do cargo antes da Copa. Por isso, segundo conselheiros de
Marin, o presidente trabalha com a possibilidade de dispensar o
técnico antes da Olimpíada. A queda aconteceria em caso de fracassos
nos amistosos que antecedem a competição.
As partidas serão contra Dinamarca, Estados Unidos, México e
Argentina. Apesar do que dizem as pessoas próximas ao presidente,
ele rotineiramente declara que não é contra Mano Mezes comandar o
time nacional na Copa. Nega que exista fritura e que já esteja
escolhendo substitutos. Entretanto, ressalta que treinador depende
de positiva positivos.

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Record troca Rodrigo Faro por Marcos Mion em “Ídolos”

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PÁGINA ATUALIZADA QUINTA FEIRA
17.05.2012 - 13:18 hrs


Música na página: Donna Summer - "On The Radio"
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MORREU DONNA SUMMER!

A RAINHA DA DISCO MUSIC ANOS 70/80!
Rainha da disco music, a cantora Donna Summer morreu na manhã desta quinta,
na Flórida, aos 63 anos. Ela estava com câncer. Sua voz foi eternizada em
clássicos das pistas de dança, como Hot
Stuffe I Feel Love.
Donna ganhou o prêmio Grammy cinco vezes e tinha duas filhas com o Bruce
Sudano, vocalista da banda Brooklyn Dreams.
Last Dance, Bad Girls, She
Works Hard for the Money e This
Time I Know It′s for Real também
são músicas que fizeram sucesso com a cantora nas décadas de 1970 e 1980.
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PÁGINA ATUALIZADA QUINTA FEIRA
17.05.2012 - 07:42 hrs
Câmara de São Paulo aprova concessão de terreno público para o Instituto
Lula

Área de 4,3 mil m² na região da Luz é avaliada em R$ 20 mi e deve abrigar
memorial à democracia
Bruno Boghossian, do estadão.com.br
SÃO PAULO - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira,
16, a concessão ao Instituto Lula de um terreno de 4,3 mil metros
quadrados, avaliado em R$ 20 milhões. O projeto enviado ao Legislativo
pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu 37 votos a favor, oito
contrários e uma abstenção.
Na proposta, está prevista a criação de um memorial à democracia na
área, no centro da capital paulista. O Instituto Lula terá direito a
explorar a área por 99 anos. O texto segue agora para a sanção de Kassab.
O projeto recebeu oposição principalmente dos vereadores do PSDB - que
integra a base de Kassab na Câmara, mas rejeita o favorecimento ao
instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para os tucanos, a concessão do terreno não prioriza o interesse público
e beneficia a imagem do líder petista às vésperas da eleição municipal.
"Consideramos ilegal a transferencia de um terreno público a um
instituto privado", disse o líder do PSDB na Câmara, vereador Floriano
Pesaro. "Além disso, não podemos dar ao PT a prerrogativa de contar a
história da democracia."
Os petistas e a base aliada do prefeito sustentam que o memorial deverá
representar diversos líderes políticos e poderá receber o acervo do
ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.
"O Instituto Lula deixou claro que pode acolher tudo o que diz respeito
à democracia", afirmou o vereador José Américo (PT). "O ex-presidente
Lula está tomando a iniciativa de construir em uma área degradada da
cidade, que vai ajudar a levantar aquela região."
O presidente da Câmara, José Police Neto, destacou que o texto exige que
o conteúdo do memorial seja aprovado pelo Conselho Municipal do
Patrimônio Histórico (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico (Condephaat).
O projeto de lei 29/2012 foi enviado por Kassab no início de fevereiro,
quando o prefeito negociava com Lula uma aliança eleitoral em torno da
candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura. O projeto foi mantido
quando o ex-governador José Serra (PSDB) entrou na disputa e Kassab
passou a apoiá-lo. O PSD, partido do prefeito, no entanto, continua
próximo dos petistas no governo federal.
O projeto era o quarto item da pauta da Câmara nesta quarta-feira, 16,
mas foi levado à votação no início da sessão por iniciativa do líder do
governo, Roberto Tripoli (PV). Kassab tem maioria no plenário e, apesar
de ter perdido o apoio do PSDB nesta proposta, recebeu os votos do PT.
Os tucanos alegam que não havia acordo para realizar a votação e
chamaram a manobra de "golpe".
O líder do PSDB apresentou, sem sucesso, uma proposta para tentar abrir
uma licitação para o terreno. "Se o Instituto Lula quisesse, poderia
participar da licitação", afirmou Pesaro.
Seis manifestantes protestaram contra a aprovação do projeto. Na
primeira discussão da proposta, no dia 18 de abril, um grupo maior
provocou confusão ao criticar os vereadores governistas. Naquela
ocasião, o projeto foi aprovado por 37 votos a 10.
O PPS também apresentou um projeto para tentar substituir a concessão ao
instituto. O texto previa a criação de um centro de tratamento de
dependentes químicos naquele terreno, que fica na cracolândia.
Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço político de Lula, uma
proposta de construção de um Museu do Trabalhador também provocou
polêmica. O projeto receberá recursos do Ministério da Cultura e da
prefeitura do município, comandada por Luiz Marinho (PT). Ele afirma que
o museu não privilegiará o ex-presidente.

Vídeo com Kassab e Lula dançando juntos!
http://mais.uol.com.br/view/yrjzfoyfjmje/assim-voce-mata-eu-04020E1A3472C0A92326?types=A&
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Banco privado eleva tarifas de serviços após cortar juros

MARCELO ALMEIDA
DE SÃO PAULO
FOLHA DE S.PAULO - Os bancos privados subiram algumas das tarifas de
serviços mais usados pelos consumidores após anunciarem as reduções nas
taxas de juros para empréstimos.
Levantamento feito com dados do Banco Central comparando as tarifas cobradas
em 2 de abril e em 14 de maio, após os cortes nos juros, mostra que as
tarifas cobradas para saques de conta corrente e poupança (feitos no guichê
além do mínimo permitido gratuitamente) subiram 11,88%.
Os extratos mensais feitos no caixa ou por outras formas de atendimento pessoal (após
o mínimo oferecido gratuitamente) tiveram alta de 14,21% na média.
A tarifa que mais aumentou foi a cobrada para venda de cheque de viagem ou
emissão de cartão pré-pago em moeda estrangeira. A tarifa mais que dobrou:
passou de R$ 21,2 para R$ 42,67 (aumento de 101,27%).
Somadas todas as tarifas, o aumento médio foi de 1,56%.

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Acordo exclui governadores de foco da CPI

Após ameaças de lado a lado, governo e oposição decidiram restringir
apurações apenas ao grupo de Cachoeira
Também vão para o arquivo os pedidos de quebra de sigilo das contas da
Delta em todo o país e de Cavendish
ANDREZA MATAIS
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA
"CACHOEIRAGATE"
Governo e oposição fizeram ontem um acordo para não
investigar governadores, o comando nacional da empreiteira Delta e
parlamentares na CPI do Cachoeira.
O pacto tem como objetivo restringir o foco da comissão a personagens
secundários do grupo do empresário Carlinhos Cachoeira.
O acordo, que deve esvaziar politicamente a CPI, surgiu após PT e PMDB
ameaçarem aprovar na sessão de hoje da comissão um requerimento de quebra do
sigilo telefônico do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), suspeito de ter
vendido casa ao empresário -ele nega.
Mas o líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), mandou avisar ao relator
Odair Cunha (PT-MG) que retaliaria, apresentando requerimento de igual teor
contra os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF) -também suspeitos de
envolvimento com o grupo de Cachoeira- e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que
aparece em fotos e vídeos confraternizando com o empresário Fernando
Cavendish, dono da Delta.
"Se houver deliberação a respeito do Perillo, vamos dar o troco", disse
Dias.
Diante da ameaça, petistas e peemedebistas recuaram e decidiram focar os
trabalhos nos auxiliares diretos de Cachoeira, já fartamente investigados
pela Polícia Federal.
Com o acordo, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi convencido a retirar o
seu requerimento que pedia a quebra do sigilo do governador de Goiás da
pauta da reunião de hoje. "Para não parecer uma proteção aos demais
governadores, vou pedir para que o meu não seja votado."
Também vão para o arquivo os
pedidos de quebra de sigilo das contas da Delta em todo o país e de
Cavendish.
Agora, só será pedida a abertura dos dados da Delta no Centro-Oeste,
base das operações de Cachoeira.
O PSDB, que defendia a quebra do sigilo da empreiteira, concordou em
restringir o pedido ao
Centro-Oeste em troca de salvar Perillo.
Para o governo, não interessa investigar a Delta nacionalmente porque a
empresa é a maior recebedora de recursos federais desde 2007.
Isso apesar de as investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo
terem levantado suspeitas de que Cavendish sabia das ações conduzidas pelo
ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste Claudio Abreu.
A Delta diz que eventuais desvios são responsabilidade de Abreu.
Parlamentares como o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), também foram
deixados de lado. Não serão votados requerimentos de convocação hoje.

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Lei de Acesso à Informação mobiliza busca por dados de ex-ministros

Governo não mostra informações novas; no Planalto houve procura por gastos
de Dirceu e Erenice
Leonencio Nossa e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - No primeiro dia de vigência da Lei de Acesso à Informação,
órgãos federais evitaram divulgar documentos inéditos. A lei contempla
que, além de o cidadão poder formular pedidos de dados, os governos
podem ter papel ativo e divulgar informações inéditas. Os ministérios se
limitaram a divulgar um link para a Corregedoria-Geral, onde poderia ser
acessado um portal sobre a lei.
Os gastos dos ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra com
cartão corporativo - ambos varridos do Executivo após a explosão de
escândalos - e dados sobre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e
Fernando Henrique Cardoso monopolizaram as atenções daqueles que foram ao
Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) instaladao no Palácio do Planalto.
A sala, de quarenta metros quadrados, tem seis computadores e quatro câmeras
de vigilância. Quatro funcionários da Secretaria de Administração da
Secretaria-Geral da Presidência da República foram treinados pela
Controladoria-Geral da União (CGU) para orientar os interessados. Até as
16h30 desta quarta-feira, 16, o SIC do Planalto hava registrado 17
solicitações de informação.
O SIC do Planalto atende o cidadão que for atrás de informações do Gabinete
de Segurança Institucional, da Casa Civil, da Secretarias Geral, de Relações
Institucionais e de Comunicação Social e da vice-presidência da República.
À tarde, o sistema eletrônico de recebimento de pedidos da CGU apresentou
problemas técnicos. Já os SICs de boa parte dos ministérios ficaram vazios
durante o dia e receberam poucos pedidos por e-mail.
A Polícia Federal foi um dos órgãos que ainda não divulgaram material novo.
No site do órgão estão disponíveis apenas relatórios policiais de 2008,
amplamente divulgados na época. A assessoria da Polícia Federal argumenta
que o sistema ainda está em fase de implementação e, nas próximas semanas,
novos dados poderão ser divulgados.
Os SICs das pastas da Justiça e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio
receberam poucos pedidos de informação. Pela internet, cinco servidores
fizeram pedidos à Justiça. O SIC da Indústria e Comércio recebeu quatro
e-mails e cinco telefonemas com pedidos de informação. Todas as pessoas que
procuram os ministérios eram servidores. As duas pastas já exibiam na
internet portais de transparência antes da entrada em vigor da lei.
Diferentemente de outras pastas, o Ministério das Relações Exteriores
registrou um número “elevado” de pedidos. Ao longo do dia, 30 pessoas
pediram informações sobre documentos diplomáticos, como vistos e prazos de
obtenção de passaportes.
À tarde, o ministro Antonio Patriota visitou a unidade do SIC, localizado na
entrada principal do prédio do Itamaraty. O ministério ainda está
organizando o seu portal de transparência. Relatórios de auditorias
internas, por exemplo, foram divulgados no começo da noite.
Recorde. O SIC do
Ministério da Saúde bateu recorde de pedidos. Foram 46 até o final da tarde.
Funcionários da pasta, no entanto, lamentaram que boa parte dos pedidos não
se enquadravam no espírito da nova lei. Houve pedido de telefone de
maternidade e até dicas para parar de fumar, além de pedidos de
esclarecimentos sobre ações da pasta. O ministério já dispõe do Disque
Saúde, telefone 136, que repassa dados sobre seus programas.
Um dos empecilhos para o êxito da lei será a cultura do funcionalismo.
Pesquisa da CGU em parceria com a Unesco apontou que para 55,5% dos
servidores há dados e fatos que devem ser eternamente mantidos sob sigilo.
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PÁGINA ATUALIZADA QUARTA FEIRA
16.05.2012 - 19:32 hrs
Em cerimônia no Planalto, Dilma assina instalação da Comissão da Verdade

FOLHA D E S.PAULO - A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quarta-feira
(16) a instalação da Comissão da Verdade, em cerimônia oficial no Palácio do
Planalto. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique
Cardoso, Fernando Collor e José Sarney participaram do ato.
A Comissão da Verdade é formada por sete integrantes: José Carlos Dias
(ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro
do STJ e do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (ex-advogada de Dilma Rousseff),
Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria
Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor),
Paulo Sérgio Pinheiro (ex-secretário de Direitos Humanos).
O grupo terá a missão de investigar e narrar violações aos direitos humanos
ocorridos entre 1946 e 1988 (que abrange o governo do presidente Eurico
Gaspar Dutra até a publicação da Constituição Federal).O grupo apontará, sem
poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na
ditadura e vai funcionar por dois anos. Ao final deste prazo, a Comissão
deverá elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das
violações investigadas.

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PÁGINA ATUALIZADA QUARTA FEIRA
16.05.2012 - 10:12 hrs

Gisele Bündchen posa de biquíni para capa da Vogue dedicada à boa forma


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PÁGINA ATUALIZADA QUARTA FEIRA
16.05.2012 - 07:44 hrs
Ex-diretor da Prefeitura liberou prédios em áreas contaminadas e protegidas

Aref permitiu construções mesmo em áreas contaminadas e de preservação de SP
Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Documentos obtidos pelo Estado mostram que o assessor
Hussain Aref Saab, de 67 anos, liberou empreendimentos em áreas
contaminadas e de preservação ambiental, desconsiderando pareceres de
autoridades ambientais da Prefeitura e do Ministério Público Estadual. O
setor que Aref comandava na Secretaria Municipal de Habitação também é
investigado por anistiar dois imóveis irregulares do prefeito Gilberto
Kassab (PSD).
O assessor responsável pela liberação de prédios na capital desde 2005
foi exonerado em 17 de abril, sob suspeita de enriquecimento ilícito.
Com rendimento mensal de R$ 20 mil, Aref adquiriu nos últimos sete anos
106 imóveis. O MP apura também quatro casos nos quais o servidor liberou
edifícios em áreas cujo zoneamento não permitia.
Em algumas ocasiões, o ex-diretor do Departamento de Aprovação de
Edificações (Aprov) emitiu alvarás para novas construções contrariando
pareceres oficiais. Um exemplo disso foi a autorização para a construção
de seis torres em uma área contaminada por produtos químicos na Granja
Julieta, área nobre na zona sul da capital. Um ofício do Departamento de
Controle Ambiental da Prefeitura, órgão ligado à Secretaria do Verde e
do Meio Ambiente, alertava que o alvará foi emitido sem a aprovação das
autoridades ambientais, o que seria necessário em zonas de contaminação
do solo.
Após ação civil pública movida por moradores do bairro, o MP também
alertou o assessor de que os prédios seriam construídos em um terreno de
10 mil m² previsto para virar parque linear desde 2007 e onde havia um
córrego. Em relatório encaminhado ao assessor no dia 16 de dezembro de
2011, o engenheiro agrônomo Eduardo Pereira Lustosa, perito do MP,
alerta para a suspeita de que a Esser Empreendimentos, responsável pela
obra, teria aterrado o Córrego Maria Joaquina, em uma área de várzea do
Rio Pinheiros, para erguer as torres.
"Quando o terreno foi comprado, em 2009, nós já avisamos a Polícia
Ambiental sobre o aterramento do córrego. Só que a gente sabia que as
autoridades da Prefeitura ajudavam o tempo inteiro os responsáveis pelo
prédio. Movemos duas ações, mostramos fotos do córrego aterrado, o laudo
sobre a contaminação ambiental. E nada foi feito para parar a obra", diz
Áurea Lúcia Ferronato, advogada e presidente da Associação de Moradores
da Vila Cruzeiro.

Situação parecida ocorreu no Morumbi. Em 2004, o Aprov, sob direção de
Paula Maria Motta Lara, paralisou a construção de um edifício de 9
andares. Segundo laudo feito pelo Instituto Geológico, o lote estava em
Área de Preservação Permanente (APP), tinha Mata Atlântica nativa e sua
entrada invadia uma área municipal. Em 2005, Aref assumiu a direção do
Aprov e, no ano seguinte, o alvará foi liberado e a construção,
retomada.
O prédio já está pronto e cerca de metade dos apartamentos está ocupada.
Mas as supostas irregularidades impediram o imóvel de obter Habite-se,
documento necessário para registro do imóvel no cartório. Além disso, o
Ministério Público pede na Justiça a demolição do imóvel - a ação segue
sem decisão definitiva.
Após as novas denúncias, o MP também já pediu cópias das certidões dos
imóveis e dos veículos que Aref possui. Procurado, o advogado dele,
Augusto Botelho, não se pronunciou sobre as suspeitas.

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Promotor acusa moradoras de falsa queixa de barulho
Léo Arcoverde
do Agora

O suposto barulho emitido pela casa de suingue Nefertitti Club, na rua
Augusta, no Jardim Paulista (zona oeste), deu início a uma guerra de
acusações entre um promotor de Justiça e duas moradoras de um prédio vizinho
à boate que afirmam que o local causa poluição sonora.
O promotor de Justiça do Meio Ambiente Marcos Lúcio Barreto instaurou um
inquérito civil há três meses para investigar o relato de poluição sonora,
feito pelas duas vizinhas da boate --a advogada Raquel de Arruda Campos
Barcellos, 33 anos, e a pedagoga Elizabete Maria Lima Cassavara, 47,
subsíndica e síndica do edifício Augustus, respectivamente.
Elas são evangélicas e frequentam a Igreja Batista Batel.
Barreto disse que, nesse período, as vizinhas foram várias vezes à
Promotoria relatar o mesmo problema.
Enquanto isso, Barreto fez cinco inspeções na frente da Nefertitti Club e
não constatou problemas de ruídos.
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"A corrupção não é uma
invenção brasileira,
mas a impunidade é uma
coisa muito nossa."
(Jô Soares)
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